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Textos, poemas, artigos...

Projetos

Por uma cidade mais limpa

O IRIS iniciou uma nova ação no mês de fevereiro de 2014, voltada para a limpeza urbana. A iniciativa tem o objetivo de disponibilizar lixeiras em diversos pontos comerciais da cidade e já conta com o apoio de empresas locais.

Como são as lixeiras?
As Lixeiras são confeccionadas a partir do reaproveitamento de galões plásticos de 80 litros. Os recipientes são pintados artesanalmente e o comerciante os adquire a preço de custo, podendo escolher entre várias opções de estampa. Feitas em material leve e resistente, são práticas e funcionais.

Como funciona o projeto?
O IRIS confecciona a lixeira e a disponibiliza a baixo custo para o comerciante, que assume o compromisso de colocá-la em frente ao seu estabelecimento todos os dias, durante o horário de expediente. Assim, as lixeiras ficam disponíveis para os transeuntes e turistas durante todo o dia, sendo esvaziadas pela coleta pública do lixo.
Ao fim do horário comercial, o estabelecimento parceiro recolhe a lixeira, garantindo que não seja depredada ou revirada por cães durante a noite. No dia seguinte, a empresa volta a colocar o lixo na calçada. A proposta é gerar um solução eficiente e de simples implementação e manutenção, contando com o apoio da população, principalmente do setor comercial.

Quem pode participar?
Qualquer empresa ou morador da cidade. Para obter mais informações, entre em contato conosco ou acesso nossa página no facebook: https://www.facebook.com/irisambiental

Diagnóstico Socioambiental do Manancial de Abastecimento de Água de Resende Costa – MG

O presente projeto tem como objetivo principal a realização de um Diagnóstico Socioambiental da microbacia do córrego do Tijuco, cujas águas são utilizadas para o abastecimento público de Resende Costa. Propõe-se realizar um levantamento minucioso de informações temáticas na área do referido manancial, visando auxiliar as autoridades locais e a população na gestão da área de forma sustentável e, conseqüentemente, melhorar a qualidade ambiental do manancial e a quantidade\qualidade da água que é consumida pelos moradores da sede municipal.
O recorte espacial da pesquisa se restringe à microbacia do córrego do Tijuco, localizado no município de Resende Costa. Esse está situado na microrregião de São João del Rei, que é parte constitutiva da mesorregião Campos das Vertentes do Estado de Minas Gerais. A população é relativamente pequena, segundo o Censo de 2010, são 10.918 habitantes, dos quais 2.136 vivem na zona rural e 8.782 na zona urbana. O manancial de abastecimento de água da cidade está localizado a norte\nordeste da sede urbana da cidade.
A área do manancial é de extrema importância para os moradores da cidade, no entanto, a agressão a esse ambiente parece freqüente. Vários problemas (impactos socioambientais), que comprometem o volume e a qualidade da água oferecida à população, são recorrentes na área, tais como: assoreamento do leito dos córregos; prática indiscriminada da agropecuária nas áreas de preservação permanente; não existência de vegetação nativa no entorno dos olhos d’água; a destruição da mata ciliar e a erosão das margens dos cursos d’água; lançamento de esgotos residenciais não tratados no leito do córrego do Tijuco.
Assim, a realização de um Diagnóstico Socioambiental da microbacia do córrego do Tijuco, à montante da captação da Copasa, é uma ação necessária e urgente. Como resultado final, será elaborado um relatório, denominado de Diagnóstico Socioambiental do Manancial de Abastecimento de Água de Resende Costa, que será divulgado para a comunidade interessada.
Espera-se que com a realização do Diagnóstico Socioambiental na área do manancial se tenha conhecimento da real situação socioambiental do córrego Tijuco e que esse seja utilizado como subsídio para futura proposição de projetos que visem ações de recuperação e preservação do mesmo. Assim, de posse desse relatório, serão propostos novos projetos visando a adequação ambiental (averbação de Reserva Legal, recuperação das Áreas de Preservação Permanente – APP, cercamento das nascentes e das APP’s etc.) das propriedades, conforme prescreve a legislação sobre o tema. Também serão propostas ações visando a recuperação e a preservação do manancial (tais como: recuperação e revegetação de áreas degradadas, contenção de voçorocas etc.), com destaque para execução de um Programa de Educação Ambiental junto aos proprietários rurais.

Gostaria de ter acesso ao projeto na íntegra?

Textos e Poemas

De remansos e corredeiras: o IRIS e as águas do Santo Antônio

(Flávia Cristina Silva)
“É uma lei da natureza: os homens se congregam onde as águas convergem”
(Jacques Cousteau)
Aos que decidem percorrer os diversos povoados que pertencem ao Município de Resende Costa, a natureza oferece uma paisagem exuberante, favorecida pelo relevo montanhoso das Minas Gerais e pela vegetação de transição da mata atlântica para o cerrado. Dentre os lugares mais concorridos estão os cursos de água, que tanto contribuem para o equilíbrio dos ecossistemas, o abastecimento da cidade e para o lazer dos visitantes e moradores. Entretanto, o generoso Santo Antônio, rio que distribui suas águas pelos arredores do Município, até encontrar o Rio das Mortes nas proximidades da Fazenda do Pombal em Ritápolis, ressente da falta de preservação de suas margens. Ao constatar que um dos mais importantes patrimônios ambientais da nossa cidade se encontra em estado de penúria, devido principalmente à devastação da mata ciliar, um grupo de cidadãos decidiu-se pela criação de uma Organização Não-Governamental. A iniciativa resultou na fundação da Associação Instituto Rio Santo Antônio, em 27 de dezembro de 2009. Desde então, o IRIS vem firmando seu compromisso com a preservação ambiental, a inserção de Resende Costa na agenda ecológica, conscientização da comunidade quanto à urgência da revitalização do Santo Antônio e a valorização do repertório da cultura local.
Durante as primeiras discussões, percebeu-se que havia um desconhecimento mais ou menos generalizado por parte da população de Resende Costa das reais condições do Rio e de seu entorno. Corrigir tal perspectiva foi um dos caminhos necessários para a divulgação da causa do IRIS. Assim, uma das primeiras iniciativas do grupo fundador da entidade, foi a preparação de um material fotográfico e textual que convidasse a comunidade à reflexão. Foi apresentado, durante a reunião de pró-fundação, um perfil aproximado do Rio Santo Antônio com ênfase na ausência de preservação da mata ciliar e o impacto negativo sobre a qualidade das águas. Nesse sentido, verifica-se que o desmatamento nas áreas ciliares acarreta ainda a erosão e redução dos nutrientes do solo, o assoreamento do rio, compromete o equilíbrio climático e ocasiona enchentes. A expedição ao Rio, realizada com o objetivo de documentar os pontos mais críticos, encontrou ainda sérios problemas como o acúmulo de lixo nas margens e deposição de esgoto doméstico. Amparados por este diagnóstico, os expositores afirmaram a responsabilidade da sociedade civil e do poder público de recuperar as áreas degradadas e de garantir, para as gerações futuras, o acesso à qualidade de vida e ao uso responsável dos recursos naturais.
Fundada a Associação, as prerrogativas sociais e ambientais afirmadas em seu Estatuto Social foram postas em prática através da realização de inúmeras atividades organizadas pela Diretoria e Associados, individualmente ou através de parcerias. Já no começo de 2010 o IRIS foi convidado a realizar o tradicional Bloco do Cabeção no carnaval daquele ano, ao que atendeu prontamente. A oportunidade foi muito proveitosa, pois permitiu levar à avenida o tema do Rio Santo Antônio, chamando a atenção para o projeto ambiental do IRIS e fazendo desfilar o imaginário cultural das comunidades ribeirinhas, patrimônio inestimável da formação identitária.

Canção de Ninar Antônio

(Flávia Cristina)
Antonio, generoso
reflete este céu coalhado
que os trabalhos já cessaram
e a coruja principia a vigília.

Antonio, meu amado, acalma tuas águas,
que não demora a madrugada.
Dorme Antonio,
que as moças já se recolheram…

Antonio, secular
testemunha das dores destes homens
deixa-me esquecer em tuas margens
as asperezas da dura faina.

Recordas a semeadura, Antonio?
Quando o homem lavrava o tempo
e as sementes germinavam esquecidas
por estes espaços de verdura?

Os troncos deitados sobre teu leito
eram pasto de meninos
e os seixos que te machucavam nas encostas
eles os guardavam em caixas de sonhos.

Ah Antonio, tuas marulhas
nutriram nossas cidades e vilas,
acalentaram as noites dos pequenos
de tão imensos quereres…

Teus braços de muitos nomes
enleavam as cordas da viola sob a lua,
amparavam os cegos
que tropeçavam pelos ermos caminhos…

Quando caudaloso corrias estes matos
sombreado por tantas ramagens,
os velhos bebiam nos ribeiros
a claridade liquida de tua sabedoria…

Ias audaz, serpenteavas
depositando histórias em cada canto,
lavando docilmente
os rústicos tecidos desta terra.

E tu arrematas nas Mortes
arrebatado por outras águas,
longe do cochichar dos arroios
em ruínas tão alheias…

Nas cicatrizes destas margens ancestrais
estão gravadas nossas memórias Antonio,
tua morte há de secar nos a fonte
da vida toda.

Mudança de Atitude

(Adriano Valério de Resende)

Não tenho muita lembrança de minha infância. Às vezes isso me incomoda. Tento voltar no tempo e resgatar alguns momentos e não consigo. Quando minha mãe conta algo do passado, tento recordar o que aconteceu, muitas vezes em vão. Então, recorto remedo, retorço, até recriar os fatos. Assim, muita coisa que sei de meu passado é fruto de minha imaginação e de palavras alheias. Felizmente, algumas lembranças são mais nítidas, embora sejam poucas. Um delas é de meu pai fazendo compras.

Não sei se vocês são dessa época, mas se falarem que estou velho vão morrer com a língua cheia de verme… Em cidades pequenas não havia supermercados como se tem hoje em dia, com espaço, variedade e auto-atendimento. Você entra, pega o carrinho, escolhe suas coisas e se dirige ao caixa. Não faz muito tempo, eram muito comuns os armazéns. Em algumas localidades do interior ainda existem tais preciosidades.

Lembro-me do armazém que meu pai fazia as compras do mês. Eu era menino e algumas vezes eu e meus irmãos o acompanhávamos. Era uma casa de sobrado, com um galpão em baixo. Havia duas entradas. Pelo que me lembro não eram portas de madeira, como se poderia de antemão pensar. As portas eram rolantes, daquelas que, quando abertas, ficam enroladas na parte de cima do portal. Como o espaço reservado aos clientes era pequeno, logo na entrada tinha um balcão grande de madeira. Na frente dele vidros deixavam ver os produtos expostos para venda. Quase todo o cômodo era rodeado por prateleiras enormes, cheias de produtos. No meio havia caixotes para armazenamento de milho, feijão, macarrão e fubá. Esses produtos eram pesados na hora e embalados em sacos de papel. O interessante é que a lista de compra era pronunciada para o dono do estabelecimento, este ia até as prateleiras e pegava os produtos. Depois, muitas das vezes, se anotava o valor da compra em uma caderneta.

Outra coisa que está na minha memória é a bolsa que meu pai usava para carregar as coisas. Lembro-me especificamente de duas. Uma era feita de napa, num tom mais escuro, se não me falha a memória, com pedaços costurados, formando vários quadradinhos. A alça era reforçada para agüentar o peso do que seria transportado. A outra tinha os quadrados maiores e um tom mais claro. Colocavam-se os produtos nessas bolsas e ia-se para casa com as compras.

Você deve estar pensando: como as coisas mudaram e tão rápido. Hoje fazemos compra até sem sair de casa, ou melhor, sem levantar da cadeira. Outra coisa, atualmente se fala muito em reciclagem, sacolas biodegradáveis, gases do efeito estufa e problemas com disposição adequada de tanto resíduo (segundo os ambientalistas não se deve usar a palavra lixo). Às vezes fico imaginado o mundo daqui a cinqüenta, trinta ou até dez anos. Mas, é melhor nem imaginar, o futuro às vezes foge até de nossa imaginação.

Outro dia estava na casa de um amigo e fui fazer umas comprinhas, íamos preparar uma janta. Não usar o termo “jantar”, pois essa palavra é comumente usada por gente rica em restaurantes chiques ou em encontros românticos. Peguei a chave do portão e ia saindo. De repente uma surpresa, meu amigo me chamou e me passou uma bolsa de pano meio bege, escrito não me lembro mais o quê. E olha que isso foi semana passada. Falou que o puxa-saco já estava cheio de sacolas plásticas e que tínhamos que fazer nossa parte na preservação o meio ambiente. Juro que inicialmente fiquei assustado, várias coisas passaram pela minha cabeça. Mas, sem questionar, peguei a bolsa, dobrei-a, coloquei debaixo do braço e saí. Parece que meus pensamentos saíram junto. Não queria contar essas coisas, mas vou contar, prepare-se. A primeira coisa que fui pensando: vou passar uma vergonha danada com essa bolsa, ninguém usa mais isso, estou fora de moda. Na rua estava com a tal bolsa dobrada debaixo do braço, como dizem lá na minha terra, e tentava escondê-la. Tava mesmo com vergonha. Imagine só, eu com uma bolsa de pano, e feia (aqui peço desculpas ao meu amigo), andando pelas ruas. Estou fora de moda. Veja só, isso é o que a mídia faz com a cabeça da gente. É por isso que estou odiando televisão em horário nobre.

O supermercado era a algumas quadras da casa. Chegando lá, coloquei a bolsa no carrinho. Lugar bem iluminado, grande, bonito e, claro, cheio de produtos nos esperando. Parece até que os produtos têm vida própria, eles já pulam dentro do carrinho. Na fila do caixa fiquei olhando para as pessoas, todos com mesma alegria de comprar e levar os produtos em sacolas de plástico. Tirei a bolsa de pano do carrinho e fui para o final do caixa para colocar os produtos na sacola. É desnecessário dizer que estava envergonhado, vermelho que fazia dó, achando que todos me olhavam. Mas, como chegar em casa com os produtos em sacolas plásticas? Seria desagradar o anfitrião. Saí do supermercado segurando a sacola de pano pela alça. Na rua não me contive, tentei fazer um embrulho com a bolsa, mas não deu certo, tinha produtos mais sensíveis. Fui andando e carregando ora com a mão esquerda, ora com a mão direita, mas sempre com a mesma impressão: estão me olhando e estou fora de moda. Abri o portão da casa onde estava e entrei. Coloquei os produtos na cozinha e a bolsa atrás da porta. Ufa! Tinha feito minha missão. Parecia que um peso tinha saído de meus braços, não era só o peso material dos produtos. Jantamos e fui dormir tarde, no outro dia era sábado, não tinha que levantar cedo.

À tarde chegou outra pessoa e tínhamos que fazer compras novamente. Fui ao bar da esquina buscar cerveja na bolsa. Ainda estava meio envergonhado, mas buscar bebida é diferente, tudo é festa. Resolvemos fazer outra janta, em pouco tempo a lista ficou pronta, faltaram alguns produtos da compra anterior. Fui novamente escolhido para executar a tarefa. Chegando à cozinha vi o puxa-saco e então me lembrei da bolsa, lá vamos nós outra vez. Peguei-a sem muita cerimônia e segui para o portão. Fui a outro supermercado, um pouco mais longe, perto da entrada do bairro. O engraçado é que comecei a me sentir mais aliviado. Já na rua comecei a prestar atenção no lixo jogado em alguns pontos, era papel de bala, pedaços de papel, restos de plásticos, um CD quebrado, uma caixinha de chicletes.

Cheguei ao supermercado depois de uma boa caminhada. Caminhar à noite faz bem em à saúde, principalmente no meio de tantos carros. A rotina da escolha dos produtos é sempre a mesma. Alguns com carrinho, outros com o carregador manual. Peguei um desses e coloquei a bolsa dentro e saí pelo supermercado à procura dos produtos. Na hora do caixa, a fila de sempre. Engraçado, a primeira coisa que você faz é procurar por um caixa vazio. Quando não encontra, você até resmunga baixinho, haja paciência. Vi todos os clientes saírem com os produtos em sacola plástica, claro, com a propaganda do supermercado. Isso já virou rotina para muita gente, fazer compras significa trazer sacolas plásticas para casa. Sacolas que são amontoadas na cozinha, em puxa-saco ou debaixo da pia. Quando falei para o ajudante de caixa não colocar os produtos dentro de sacolas e peguei minha bolsa, ele até me olhou meio esquisito. Mas, meu coração já estava preparado. Sabia que estava fazendo a coisa certa, ou melhor, eu era um exemplo ambiental a ser seguido. Gostaram da frase? Fiquei olhando para as pessoas e me perguntando: por quê elas não fazem o mesmo? Estaríamos fazendo um grande favor ao planeta. O plástico demora centenas de anos para se decompor, quem não sabe disso? E o plástico biodegradável?

Vou para casa pensando várias coisas e, confesso, um pouco nervoso com a sociedade consumista que não está nem aí pra essa e outras questões. Era pouco, mas o lixo nas ruas me incomodava. Para mim, o mundo estava sujo. Eu estava sujo. Mas, eu estava fazendo naquele dia a minha parte. Fui abrir o portão, com um pensamento: o mundo poderia ser melhor, se cada um fizesse sua parte, usasse menos sacolas de plástico. As pequenas ações às vezes têm muito valor, mesmo que sejam com sacolinhas. Não sei dizer o que mais pensei, só sei que fui dormir já era de madrugada. Já estava em outra estação.

Ao meu amigo Ernesto, 04/03/2010.

Das Mortes de Jobim, Tolstoi e Pessoa

(Flávia Cristina Silva)

Na minha aldeia passa um rio.
Um rio corta minha aldeia.
Sonda a minha aldeia um rio.
Seu curso leva o tempo
e deixa vazia a minha aldeia.

Abandonadas canoas à beira,
abandonados homens e mulheres da minha aldeia.
Despovoada e à espreita
resiste a minha aldeia,
à espera da próxima travessia.

E eu sou o que fica.
Fica sempre.
Até a morte fica.

Na minha aldeia passa um rio,
abandonadas canoas à beira.
E eu sou o que fica.

Um rio corta a minha aldeia.
Abandonados, homens e mulheres da minha aldeia
ficam sempre.

Sonda a minha aldeia um rio,
despovoada e à espreita
até a morte fica.

O curso do rio
é o curso do tempo
que deixa vazia
a minha aldeia.

Nas Águas do Rio Santo Antônio

Marchinha tema do Bloco do Cabeção 2010 (Wander Moraes)

O cabeção vai navegar o nosso rio
O cabeção vai navegar o nosso rio
Viver o sonho
Me leva que eu vou pro rio Santo Antônio

Quero mais peixes nessas águas
Quero mais mata ciliar
Não quero mais poluição
Quero um cantinho pra pescar

O cabeção vai navegar o nosso rio
O cabeção vai navegar o nosso rio
Viver o sonho
Me leva que eu vou pro rio Santo Antônio

O rio mata nosso sede
O rio molha a plantação
O rio vem com suas lendas
Pro carnaval do cabeção

O Circo Cabeção

Marchinha tema do Bloco do Cabeção 2011 (Wander Moraes)

Chegou o circo do Cabeção
Chegou o circo do Cabeção
Mágico carnaval
Na avenida, com a multidão
Vai ter alegria, vai ter fantasia, vai ter emoção

Cuidado ai seu malabarista
Nada pode cair no chão
Cuidado ai seu trapezista
Não vai cair na boca do leão

Chegou o circo do Cabeção
Chegou o circo do Cabeção
Mágico carnaval
Na avenida, com a multidão
Vai ter alegria, vai ter fantasia, vai ter emoção

No picadeiro uma charanga
Mulher barbada, corda banda
Depois do sonho e da pipoca
Cadê o palhaço cambalhota

Não fico se você meu bem

Marchinha tema do Bloco do Cabeção 2012 (Wander Moraes e Zé Robs)
Uai, ai, ai, uai
Cantinho das Gerais
Nascer e pôr o sol nas lajes
Gosto de te ver cidade

O Cabeção fica multicolorido
O Cabeção vira colcha de retalho
Faz um carnaval
Para cantar seu centenário

É cem, é cem!
Não fico sem você, meu bem
É cem, é cem!
Não fico sem você, meu bem

Uai, ai, ai, uai
Cantinho das Gerais
Nascer e pôr o sol nas lajes
Gosto de te ver cidade

O Cabeção é multicolorido
O Cabeção é colcha de retalho
Faz um carnaval
Para cantar seu centenário

É cem, é cem!
Não fico sem você, meu bem
É cem, é cem!
Não fico sem você, meu bem
(Resende Costa)